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‘A Voz Orgulho do Brasil’: conheça mais sobre Vicente Celestino

ISABELLI ARAGÃO
há 19 horas
2 min de leitura

Antônio Vicente Filipe Celestino, mais conhecido apenas como Vicente Celestino, foi um grande nome da "era de ouro do rádio", tendo como maior característica sua voz potente que chamava atenção em qualquer lugar. Ele simplesmente não poderia passar despercebido, e por isso, é lembrado até hoje.


Filho de imigrantes italianos, ele nasceu no tradicional bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, em 1894. Ainda novo, chegou a trabalhar na sapataria do pai, mas já tinha o caminho traçado no mundo da música.


A voz e interpretação teatral de Vicente logo chamaram atenção, e ele começou a construir um grande público através do teatro, discos, cinema e, claro, do rádio. Em 1912, em um grupo formado por amigos, cantou um solo publicamente pela primeira vez, e a partir de então, começou a se apresentar frequentemente em festas, serenatas e casas de chopp. Estreou no teatro de revistas em 1914, aos 19 anos, na revista 'Chuá, Chuá’, fazendo um solo da valsa "Flor do mal". A interpretação foi a faísca para seu sucesso, e em 1915, estreava o primeiro disco de Vicente, através da gravadora Odeon, em que gravou a valsa.


Em 1916, trabalhou para a Companhia Leopoldo Fróes, onde foi promovido a ator-cantor, e muitas outras gravações surgiram desde então, bem como participações em operetas. Uma curiosidade muito interessante sobre este artista, é que ele foi o primeiro cantor a gravar o Hino Nacional.


Foi em 1933 que conheceu a esposa, Gilda de Abreu, também cantora e atriz. Foi com ela que firmou uma grande e forte parceria na música e no cinema, mas acima de tudo, na vida. Juntos, gravaram duetos e trabalharam no cinema. A canção de maior sucesso, "O ébrio", escrita por Vicente, foi transformada em filme por Gilda, assim como "Coração Materno", e em ambos ele atuou, batendo recordes de bilheteria.


Em 1999, foi inaugurado na cidade de Conservatória, distrito de Valença no Rio, o Museu Vicente Celestino e Gilda de Abreu, com um vasto acervo sobre a história do casal, mas também de outros artistas da era de ouro do rádio. Grande parte foi doação da própria família do cantor, e é possível fazer uma verdadeira viagem pela carreira de ambos.


Impecavelmente conservados, estão expostas roupas, instrumentos musicais, objetos pessoais, recortes de jornais e revistas, rádios antigos e muita história. O MIDIACOM-RJ teve a oportunidade de conhecer o local recentemente e fazer uma imersão na vida pessoal e profissional destas duas figuras tão importantes para a música brasileira.


Nos próximos dias, você poderá acompanhar tudo que vimos, através das nossas redes sociais. Não perca!

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