Nota Mayrinck Júnior: caso Eldorado
- MIDIACOM-RJ

- há 7 dias
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Em nota de Mayrinck Júnior, o caso Eldorado deixa uma lição clara para o rádio brasileiro: tradição e marca forte não garantem sobrevivência sem um modelo de negócio atualizado. O encerramento da operação em São Paulo foi apresentado pelo Grupo Estado como resposta às mudanças no consumo de áudio, com a saída da Eldorado da 107,3 FM em maio de 2026.
Para as pequenas rádios, a principal lição é não depender apenas do dial. É fundamental fortalecer a presença local, investir em redes sociais, streaming, WhatsApp, promoções e no vínculo com a comunidade. A emissora que se mantém apenas como “rádio” tende a ficar mais vulnerável; já aquela que se consolida como uma marca local de relacionamento ganha mais força comercial.
Para as médias rádios, o aprendizado é não viver exclusivamente de spot. O mercado publicitário segue relevante, mas está mais competitivo e orientado a resultados. Isso exige a oferta de projetos, ações promocionais, coberturas especiais, branded content e presença multiplataforma, e não apenas inserções na programação.
Já para as grandes rádios, a lição é ainda mais contundente: prestígio não substitui rentabilidade nem prioridade estratégica. A Eldorado era uma marca respeitada, mas isso não impediu o encerramento de suas operações. Ou seja, grupos que tratam o rádio como ativo secundário ou legado também correm riscos, mesmo com nomes consolidados.
Em resumo, como destaca Mayrinck Júnior, o ensinamento é direto: rádio isolado enfraquece; rádio integrado ao digital, aos dados, ao vídeo, ao relacionamento e a projetos comerciais se fortalece. O problema não é o rádio, é continuar operando como se o mercado ainda fosse o de 20 anos atrás.




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