O retrato do consumo de mídia no Rio de Janeiro
- MIDIACOM-RJ

- há 3 horas
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Para os cariocas e fluminenses, circular entre diferentes meios de comunicação não é novidade, é parte da rotina.
Dados da pesquisa Quaest, realizada para o MIDIACOM-RJ no segundo semestre de 2025, mostram exatamente isso: o consumo de mídia no estado é marcado pela convivência natural entre o tradicional e o digital.
Um público intensamente conectado à mídia
O levantamento revela um dado expressivo: 90% dos cariocas e fluminenses são considerados heavy users de canais de mídia. Ou seja, são pessoas que utilizam pelo menos um canal uma vez na semana ou mais, transitando entre diferentes plataformas. São elas:
Essa presença constante da mídia acompanha o ritmo da vida urbana. Informação, entretenimento e serviço se misturam à rotina, seja no trajeto para o trabalho, em casa ou durante pequenos intervalos do dia.
Nesse cenário, a televisão aberta continua ocupando um lugar central.
A força da televisão aberta
Mesmo diante da multiplicação de plataformas digitais, a TV aberta segue sendo um dos meios mais relevantes no estado.
A explicação é simples: ela continua sendo democrática, acessível e gratuita. A televisão mantém um papel fundamental de integração social e informativa, sendo o lugar onde muitas pessoas acompanham os grandes acontecimentos do país, os noticiários locais, o entretenimento e os eventos que mobilizam milhões de brasileiros.
Mais do que um meio de comunicação, a televisão continua sendo um ponto de encontro coletivo.
Confira nosso post sobre TV aberta aqui: @midiacom.rj
E o resultado é um ecossistema cada vez mais integrado.
A lógica é simples: o conteúdo precisa chegar ao consumidor onde ele estiver e da forma que ele quiser consumir.
Outro ponto interessante revelado pelo estudo é a percepção sobre o entretenimento nacional.
Embora exista, em alguns momentos, certa resistência ao conteúdo produzido no Brasil, produções recentes têm conseguido se destacar, demonstrando uma renovação criativa no setor. Novas narrativas, formatos e talentos mostram que a indústria audiovisual brasileira continua em movimento. E o público percebe isso.
Rio como vitrine
A verdade é que o Rio de Janeiro vem se mostrando cada vez mais como uma grande vitrine de inovação e cultura, e não só aquele cartão-postal clássico que todo mundo já conhece.
Eventos como o Rio Innovation Week e o Web Summit Rio ajudam a reforçar essa virada de chave: o Rio também é tecnologia, criatividade e futuro.
E não é só discurso. A cidade vem se transformando na prática. Regiões como o Porto Maravilha são um bom exemplo disso, espaços que estão sendo ressignificados com foco em inovação, negócios e novas possibilidades. É o tipo de movimento que abre caminho não só para crescimento econômico, mas também para um reposicionamento de imagem da cidade.
O Rio continua sendo samba, praia e paisagem, mas, agora, também começa a ocupar um novo lugar: o de possível “capital da inovação da América Latina”.
E tem um ponto interessante aqui: os próprios fluminenses reconhecem a força disso tudo. A maioria acredita que o turismo é o principal responsável por projetar o estado, tanto no Brasil quanto lá fora. E vai além:
Cerca de 77% das pessoas também enxergam o setor de mídia como um impulsionador direto do turismo no RJ.
Ou seja: o que se comunica, o que se mostra e como se conta essa história faz toda a diferença.
Se algo permanece constante, é a necessidade humana de se informar, se emocionar e se conectar com histórias. E a comunicação continua sendo um dos pilares da vida em sociedade.
Os dados mostram algo muito claro: a mídia, seja no rádio, na televisão ou na tela do celular, continua profundamente presente no cotidiano das pessoas.
Porque, no fim das contas, comunicar nunca foi apenas sobre tecnologia. Sempre foi sobre pessoas.
Se interessou por esses dados? Então clica aqui para acessar todos as informações da nossa pesquisa.




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